30 agosto 2017

UMA QUESTÃO DE COR (reflexões sobre marmelada)

A minha amiga Maria João Pinto Basto escreveu-me a propósito do texto "Marmelada Leiga", adicionando um valioso contributo ao esclarecimento do mistério da cor da marmelada (anémica versus bronzeada). Diz ela que os marmelos devem ser descascados e que o produto resultante da sua cozedura não pode ser reduzido a papa com varinha mágica mas sim usando apenas o passevite. Ah o passevite, essa maravilhosa geringonça com que se fazia puré nos anos 60 e me faz lembrar cinema francês da nouvelle vague e penteados com bicos e muita laca, muita laca. Como achávamos que éramos modernos e que ingénuo e enganador parece tudo isso visto de hoje... Bem, voltemos à marmelada: os fundamentos das considerações da João têm origem numa receita de uma velha empregada da tia do marido, aliás uma ex-empregada pois a tia morreu e a empregada não foi incluída na herança, só a receita.

© Fotografia gentilmente cedida por maria joão pinto basto, porto, 2016





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